Desde bastante cedo começou a despertar para a música, demonstrando o eclectismo que o caracteriza. Aos 3 anos obrigava, com igual intensidade, os pais a tocarem ora o seu vinyl do D'artacão, ora os vinys do seu Pai, de Simon and Garfunkel, Stevie Wonder e The Shadows.
Crescido numa familia que sempre acompanhou a música bem de perto, sem nunca fazer parte dela, foi aos 16 anos que descobriu que poderia começar a olhar a sua paixão de dentro para fora. Numa visita de estudo, deparou-se com um colega que se fazia acompanhar por uma guitarra acustica, tendo-o impressionado de tal forma que não lhe saiu de perto nem um segundo, e no dia seguinte, ja tinha arranjado quem lhe emprestasse uma velhinha, e lhe desenhasse os primeiros acordes numa folha de papel.
Tinha sido dado um passo irreversivel na sua vida e a musica entrou para não mais sair.
Nos meses que se seguiram, para onde fosse, para alegria de alguns e aflição de muitos mais, a sua companheira de 6 cordas acompanhava-o sempre: na escola, na praia, na rua, e até na casa de banho... Praticamente na mesma altura que descobriu a guitarra, conheceu o João Pedro, mais um apaixonado da música, com quem aprendeu alguns riffs dos Metallica, e com quem formou a sua primeira banda, os Alternados! - uma banda de Rock Português, na qual cresceu musicalmente, e acompanhado por Eurico Orvalho na guitarra, Nuno Wong e (substituido mais tarde por Claudio) no Baixo, e Isaac na Bateria pisou pela primeira vez um palco, e voltou a fazê-lo, mais que uma vez, de norte a sul, no centro e um bocadinho mais ao lado.
Durante este período teve também a felicidade de conhecer Zé Duarte, figura mítica do imaginário musical Fonte da Pratense (mesmo não fazendo parte do bairro) de quem teve o privilégio de ser aluno, e o prazer de se tornar amigo. Com Zé Duarte, cresceu na guitarra, ao som do Blues, do Rock, de guitarristas como Mark Knopfler, Gary Moore ou Eric Clapton.
Ao final de alguns anos os Alternados, acabaram por sucumbir a uma daquelas doenças que as bandas têm e que ninguém sabe muito bem como explicar, mas que acontecem com frequencia... Seguiram-se os Stonerage, Banda que comecou por ser de "New Metal" e que evoluiu mais tarde para uma sonoridade mais rock com rasgos de metal e muita melodia.
Com Ricardo Cardoso na Voz, Carlos Silva no baixo, tendo sido posteriormente substituido por Paulo Cardoso, Eurico na guitarra, que viria a deixar a banda, e Isaac na bateria, que foi substituido por Vasco Machado e este por Ivo Barata, os Stonerage foram o passo seguinte numa evolução musical, que começava a ser reconhecida, quer pelos meios de comunicação, quer pelas organizações de Concursos de música moderna, que nunca deixaram uma actuação dos Stonerage por premiar.
Depois de vários momentos altos, a inclusão dos Stonerage no cartaz do FestiRock 2004, ao lado de bandas como Moonspell, The Temple ou Ethereal coroou uma primeira parte da vida de um projecto que desde então se encontra, como gostamos de dizer "em coma profundo" mas que nunca deixámos de acreditar que voltará a acordar.
Depois vieram os covers, a sua primeira banda de bares, os Thiscover, constituída por Ivo Barata, Sérgio Antunes e Vânia Domingues, onde além de guitarrista acumulava as funções de "entertainer". Mais uma banda que faleceu aos braços das tais doenças... Vieram os Humpty Dumpty: David Gil, Paulo Cardoso e Ivo Barata. Uma banda que apostava em dar o seu colorido aos temas, e na boa disposição!
Mas nem só de música tem sido constituída a vida de Kapa, tendo tido algumas incursões pela Televisão e Teatro.
A Peça "Por uma Noite", adaptação do filme "Before Sunrise" também contou com a presença de Kapa, entrando em cena como um músico de Rua, que narrava a história cantando-a acompanhado por uma guitarra acústica... na qual Margarida Vila Nova e Ricardo Pereira foram os actores principais
Na série televisiva "Floribela", Kapa era um de três jovens que disputavam o coração de Sofia, uma menina loira de beleza escondida atrás dos óculos e do aparelho nos dentes... .
Guitarrista de raiz, apaixonado da percursão, curioso dos teclados, Kapa começa neste momento a dar os primeiros passos no canto, contando para isso com o apoio do maestro João Paulo Reya, que para alem de seu professor é tambem grande amigo e conselheiro.
Capitão Magenta, um power trio com "Rodas" no baixo e "Ivo Barata" na bateria é o seu projecto actual de versões, que pode ser visto num bar perto de si
E "Um Zero Azul" é o seu projecto de originais Rock em português, que surge no final de 2009 quando Eurico Orvalho e David Sequeira se juntam a Kapa de Freitas, com o propósito de dar vida a algumas das canções que durante tempo indeterminado repousaram entre os zeros e uns alojados no seu disco rígido. Rock, Electrónica e Pop são alguns dos condimentos que temperam os poemas cozinhados na dualidade do dia-a-dia de uma sociedade que parece hà muito ter esquecido o poder da palavra em Português! Entre os zeros e uns monocromáticos que compõem o mundo que nos rodeia, surge Um Zero Azul que marca a diferença!









